SINTOMAS E TRATAMENTO: você conhece a síndrome ombro-mão? – por Jerry Boni

Olá, internautas!

Hoje vamos falar sobre um distúrbio que poucos conhecem, mas que atinge cada vez mais pessoas: a síndrome do ombro-mão. Trata-se de um distúrbio neurovasculrar reflexo, chamada de distrofia simpático reflexa.

Apesar de ter um nome complicado, ela se caracteriza de uma forma geral por sinais conhecidos: dor ou hiperestesia no ombro, punho ou mão, ou ainda uma limitação dos movimentos em:

  • ombro, com a maior parte da restrição na flexão lateral e abdução.
  • punho, com maior parte da restrição na extensão do punho.
  • mão, com a maior parte da restrição na flexão metacapofalângica e interfalângica proximal secundária aos ligamentos colaterais encurtados.

Outro sintoma é um edema da mão e punho, secundário ao comprometimento circulatório dos sistemas venoso e linfático. Esse fator provoca a rigidez da mão. A síndrome também se caracteriza por Instabilidade vasomotora e alterações tróficas na pele.

Outros sinais

A medida que a condição progride: a dor vai cedendo, mas a limitação nos movimentos persiste, a pele torna-se cianótica e brilhante, os músculos intrínsecos da mão atrofiam, os tecidos subcutâneo nos dedos e fáscia palmar se espessam e correm alterações nas unhas.

Doenças associadas

A síndrome ombro-mão pode desenvolver-se em associação com um acidente cardiovascular, infarto do miocárdio, ou osteoartrite cervical ou após traumas como uma fratura do úmero ou cateterismo e em alguns casos, a doença pode ocorrer sem nenhuma causa subjacente.

Tratamento

Geralmente, recomenda-se aumentar a ADM do ombro e a da mão se estiverem limitadas, usando técnicas específicas nas estruturas limitadas e trabalhando dentro da amplitude livre de dor: mobilização articular, inibição muscular, alongamento de tecido mole.

Facilitar contrações musculares ativas com exercícios tanto isotônicos como isométricos e atividades leves de sustentação de peso é outra alternativa, bem como aliviar a dor e aumentar os estímulos sensoriais com estimulação elétrica transcutânea ou gelo.

Outra saída é aplicar compressão pneumática se houver edema. Também é sugerido eevar e colocar compressão elástica quando não estiver recebendo tratamento. Os médicos também podem orientar o paciente sobre a importância de seguir o programa de aumento de atividade.

Há ainda outras intervenções que podem ser sugeridas pelo médico, mas a dica é sempre a mesma: o paciente que apresentar os sintomas deve procurar um especialista, que vai analisar o quadro clínico e indicar o melhor tratamento.

Dr. Jerry Boni – RQE: 5907 / CRM: 8753 

Médico Ortopedista e Traumatologista com treinamentos no Brasil e no Exterior, na área clínica e artroscópica Cirurgica do Ombro e cotovelo.

Contato: (83) 999411630

Atendimentos:
Clinor – unidades do Centro, Bancários e Praia

Site: www.meuortopedista.com.br

com informações de conmov