POR QUE TEIMOSO MORREU? Herança de R$ 70 milhões pode ter motivado genro a planejar assassinato de empresário

Na manhã desta quinta-feira (07) foi realizada uma entrevista coletiva e o delegado deu detalhes sobre como teria acontecido a negociação para que o crime fosse feito.

Tony almeida, acusado de ser o mandante do crime que culminou na morte de seu sogro, teria ido até a Delegacia de Polícia Civil várias vezes após o crime e fornecido pistas falsas, de acordo com Aldroville Grisi, delegado responsável pelo caso. Na manhã desta quinta-feira (07) foi realizada uma entrevista coletiva e o delegado deu detalhes sobre como teria acontecido a negociação para que o crime fosse feito.

Entenda o caso

O empresário do ramo da construção civil era Arnóbio Ferreira Nunes, que foi morto em plena manhã do dia 24 de novembro de 2017, no bairro de Manaíra.

Ele havia acabado de chegar num estabelecimento num carro com um motorista não identificado. Assim que desceu do veículo, o idoso foi abordado por um homem de moto e executado a tiros.

O acusado de executar o empresário Arnóbio Ferreira Nunes foi identificado como Josivaldo Pereira da Silva. Ele havia sido preso este ano e a partir disso, as investigações puderam receber mais elementos dobre o crime.

A polícia descobriu que as negociações para execução do crime foram feitas com Carlos Rogério. Ele é que teria contratado Josivaldo para executar o empresário.

O negócio teria sido fechado pelo valor de R$ 120 mil. Segundo o delegado Aldrivilli Grisi, o dinheiro teria sido repartido em R$ 50 mil para Rogério e R$ 70 mil para Josivaldo.

Entrevista ao portal Click PB

O empresário também destacou que a Polícia está com seus telefones e disse que poderiam pedir quebra de sigilo bancário, que não tem nada a esconder, e irá provar a sua inocência.

O empresário Tony Almeida concedeu uma entrevista exclusiva ao ClickPB, na manhã desta quinta-feira (7).

Ele afirmou que não tem nenhum envolvimento com a morte do seu sogro, o empresário Arnóbio Ferreira Nunes, morto em novembro do ano passado, no bairro de Manaíra.

O empresário também destacou que a Polícia está com seus telefones e disse que poderiam pedir quebra de sigilo bancário,  que não tem nada a esconder, e irá provar a sua inocência.

De olho na Herança?

Uma herança estimada em R$ 70 milhões. Esse, de acordo com o delegado Aldrovilli Grisi, pode ser o motivo do crime encomendado por Antônio Cícero, genro do empresário assassinado Arnóbio Ferreira.

“Não temos provas cabais nesse sentido, mas tudo aponta que se trata de motivações financeiras. Está em jogo aí um patrimônio estimado em média de R$ 70 milhões”, disse o delegado.

Segundo ele, o inventário está correndo em segredo de Justiça. Ainda segundo o delegado, o empresário Antônio Cícero era a pessoa que controlava a família, estava a frente de todos os atos e não queria perder o controle dessa situação.

“Também temos provas de que ele (Antônio Cícero) tinha um dívida muito extensa com a vítima”, informou Aldrovilli durante coletiva sobre o desfecho e conclusão do crime.

“Desde o início das investigações nós sabíamos que existia, dentro do vínculo de relacionamento interpessoal da vítima, o senhor Arnóbio, alguém repassando informações privilegaidas para os executores”, declarou o delegado.

A Polícia Civil prendeu na manhã desta quinta-feira (24) Antônio Cícero, conhecido como Toni, genro do empresário Arnóbio Ferreira Nunes, assassinado no dia 24 de novembro de 2017, em João Pessoa. Antônio Cícero é apontado como o mentor intelectual do crime. O crime teria custado cerca de R$ 130 mil reais, segundo informações da polícia. Além do genro do empresário, outras seis pessoas foram presas por envolvimento no assassinato.

O empresário Arnóbio Ferreira Nunes, conhecido como Arnóbio Teimoso, foi morto a tiros no estacionamento do grupo imobiliário ao qual era sócio-proprietpario, a Conserpa Enger, em Manaíra. Ele tinha 77 anos. A suspeita inicial era de um assalto.

O homem apontado pela Polícia Civil como o executor do assassinato do empresário foi preso no dia 18 de abril. A polícia chegou até ele após analisar imagens da câmara do circuito de segurança, que gravou o crime. Denúncias anônimas também ajudaram a polícia a desvendar o crime.

Imagens gravadas no dia do crime mostram o empresário chegando à construtora com o motorista, quando o atirador chega de moto e dispara contra o empresário que estava saindo do carro. Depois ele pega um pacote no banco do carro e foge.

Fonte: Click / Parlamento PB

Créditos: Click / Parlamento PB