Número de leitos de UTI aumenta 30% em 11 dias, mas ocupação segue no limite, diz CRM

A quantidade de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em toda a Paraíba subiu em 30% em 11 dias, na rede pública de saúde, segundo dados levantados pelo censo hospitalar do Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB). Ainda assim, está quase no limite, acima de 90% até esta quarta-feira (17).

Na Grande João Pessoa, a taxa de ocupação de UTI adulta em hospitais públicos está em 92%, com apenas 16 leitos disponíveis. Nos últimos 11 dias, estas unidades subiram tiveram a abertura de 47 leitos de UTI, indo de 155 para 202, mesmo assim o índice de ocupação segue muito alto.

Os hospitais públicos considerados no levantamento foram Prontovida, Santa Isabel, Clementino Fraga, Metropolitano, Frei Damião I e HU Lauro Wanderley.

Já na rede privada de saúde da capital, o aumento de leitos foi de 21%, nos hospitais da Unimed e Nossa Senhora das Neves. A quantidade de leitos passou de 85 para 108 – 18 novos leitos. A ocupação se mantém em 90% no HNSN, com 5 leitos disponíveis, e 80% na Unimed, com 10 leitos.

No Sertão, a situação é ainda mais crítica: 94% de ocupação de leitos de UTI, nos hospitais de Patos, Cajazeiras e Pombal. Na terça-feira (16), a ocupação chegou a 100%, e apenas o Hospital Regional de Piancó estava com 86% de ocupação.

 

Novos oito leitos de UTI foram abertos no Regional de Patos, passando de 26 para 32. Apesar da ampliação, todos os leitos estão ocupados. Em Cajazeiras, 13 leitos estão ocupados, e em Pombal, os seis leitos também possuem pacientes. Já na UPA de Cajazeiras, um dos quatro leitos estava disponível.

A taxa de ocupação de leitos de UTI adulta em Campina Grande ficou em 85%, abaixo do índice apenas no Hospital Pedro I. A unidade possui 60 leitos e destes 43 estavam ocupados. No Hospital de Clínicas, 58 dos 60 leitos estavam ocupados.

A rede privada hospitalar de Campina Grande também está no limite, com taxa de 100% de ocupação na Clínica Santa Clara e apenas três leitos disponíveis no Hospital João XXIII.

“Os médicos estão exaustos, com esgotamento físico e mental e, mesmo assim, continuam trabalhando com coragem e determinação. Estamos vendo que as vagas nos hospitais são insuficientes para a crescente demanda, então é preciso reforçar mais uma vez as medidas sanitárias: uso correto da máscara, higienização das mãos e distanciamento social”, reforçou o presidente do CRM-PB, Roberto Magliano.
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