Novo Auxílio Emergencial: deputados paraibanos defendem valor de R$ 600 para benefício

Se depender da disposição de deputados paraibanos, o novo auxílio emergencial a ser pago pelo Governo Federal à população vulnerável deve ser próximo ou igual a R$ 600. Apesar de o presidente da Câmara Arthur Lira (PP) ter sinalizado que o benefício deve ser pago em 4 parcelas de R$ 250, a partir de medida provisória do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), esse valor deve mudar com a chegada do texto ao Congresso. 

Três deputados paraibanos falaram sobre o assunto hoje em entrevista ao Arapuan Verdade, da rádio Arapuan FM. Na visão do deputado Gérvasio Maia (PSB), fixar o valor em R$ 250 seria um “erro” do Governo Federal. Já o valor de R$ 600 reais tem potencial, segundo ele, para fortalecer o orçamento das famílias e reaquecer a economia do país.

“Basta observamos que o auxílio ajudou muitas pessoas e terminou por gerar um aquecimento na economia do país. O nosso sentimento permanece o mesmo. Todos estão vendo a dificuldades que o país tem vivenciado e vamos fazer de tudo para enfrentar através do bom debate e insistir em mecanismos que possam ajudar as pessoas”, considerou.

Já o deputado Ruy Carneiro (PSDB) citou a elevação do gás de cozinha e de outros produtos para defender a manutenção dos 600 reais. Ele avaliou que “a vida das pessoas” deve estar acima da discussão sobre déficit fiscal causado pelo auxílio.

“Pelo menos para iniciar a conversa, pois inclusive esse valor não representa o valor do ano passado, pois até mesmo o gás de cozinha tem hoje um valor muito maior. Logicamente, essa discussão vai derivar se vai ter lockdown no Brasil ou em vários lugares. Temos que definir essa questão, pois há muitas pessoas com fome”, disse. 

Para o coordenador da bancada paraibana, Efraim Filho (DEM), o auxílio emergencial deve ser retomado o mais breve possível. Ele também defendeu o aumento do valor em relação à proposta inicial, mas destacou a responsabilidade fiscal como ponto crucial e que deve ser levado em conta.

“Vamos buscar até o limite da responsabilidade dentro daquilo que o país pode suportar, tentar aumentar o valor ou o número de parcelas. Sabemos que esses 4 meses seriam a lacuna para que se possa avançar na vacinação dos brasileiros, e que após esse período vamos ter uma vacinação bastante considerável. Esse é o cronograma do Ministério, e aí seria a retomada econômica, o retorno pleno das atividades, e os que estejam recebendo o auxílio emergencial possa voltar a trabalhar. Enquanto isso não acontece, é obrigação do poder público prover o sustento dessas pessoas”, disse.

O presidente Jair Bolsonaro deve publicar nos próximos dias a Medida Provisória que institui o novo auxílio emergencial, logo após a aprovação de medidas emergenciais pelo Congresso Nacional. A expectativa é que isso ocorra ainda no mês de março.

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