DOIS ANOS DE SAUDADE: o fatídico dia da morte de Jota Júnior – por Felipe Nunes

Era 24 de abril de 2017. Como de costume, acordei às 7 horas da manhã e abri as redes sociais para ler as primeiras informações do dia. Naquele dia, entretanto, eu não esperava ser surpreendido com a triste notícia de que o apresentador Jota Júnior havia falecido.

A informação havia sido compartilhada pelo repórter Hildo Pereira, que trabalhava na TV Correio. O apresentador havia morrido durante viagem que fizera a Porto Alegre, a fim de continuar seu tratamento para receber transplante de pulmão. Era difícil acreditar. O fatídico episódio me marcou sobremaneira.

Primeiro porque, enquanto filho de Bayeux e amante da comunicação, pude acompanhar momentos marcantes da trajetória de Jota Júnior, tanto na televisão quanto na Prefeitura da cidade onde nasci e cresci.

Na seara política, lembro-me em especial de um mar de pessoas vestidas de laranja, que encheram completamente a cidade em apoio ao então candidato emedebista. Isso foi em 2004. A maior manifestação política que vi na vida. Jota Júnior se elegeu com mais de 30 mil votos, um recorde. Na época eu era criança, mas já gostava de política, e participava de atos políticos, pois ainda não era jornalista. Hoje evito participar.

Durante os oito anos de mandato de Jota Júnior em Bayeux, muitos avanços aconteceram, especialmente nos setores da educação e saúde, mas também alguns percalços, como em toda administração. Lembro-me dos abraços efusivos dos moradores, especialmente de idosos e crianças. E também de uma cena dramática, quando durante a inauguração de uma praça o então prefeito conseguiu conversar e convencer um morador que era crítico de sua administração.

Guardo também recordações especiais do Jota Júnior comunicador, que todos os dias nos brindava com seu profissionalismo e também com reflexões sobre a vida. A ascendência profissional do apresentador sempre me serviu de inspiração, e para muitos colegas de profissão.

Jota Júnior era, por óbvio, um ser humano como um de nós, mas que tinha como diferencial a sensibilidade, o bom trato e a humanidade. Suas boas ações serão sempre testemunha de seu espírito elevado. Que Deus conforte nossos corações para que convivamos com a saudade eterna.

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