Dados do Butantan reforçam eficácia da Covonac em casos graves, diz secretário Daniel Beltrammi

Os dados divulgados pelo Instituto Butantan, nesta terça-feira (12), apontando eficácia global de 50,38% nos testes realizados no Brasil com a Coronavac, provam a eficiência dessa vacina em casos graves, segundo o secretário executivo de saúde da Paraíba, Daniel Beltrammi. O anúncio dos dados foi feito em coletiva de imprensa em São Paulo.

Chamado de eficácia global, o índice aponta a capacidade da vacina de proteger em todos os casos – sejam eles leves, moderados ou graves. O número mínimo recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e também pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é de 50%.

“Ao tomar a vacina, a Coronavac, você teria uma cadeia, um conjunto de benefícios, sendo que o primeiro deles seria o seguinte: pelo menos metade das pessoas que tomarem vão ficar protegidas de terem até mesmo os sintomas leves. Metade das pessoas que tomarem não vão ter nem os sintomas leves se tiverem contato com o vírus, como dor de cabeça, dor de garganta, tosse seca, perda do olfato ou paladar”, esclareceu o secretário Daniel Beltrammi.

Segundo ele, o outro dado, divulgado na semana passada, permite concluir que há uma possibilidade de 77,96% de que a outra metade não tenha casos graves. “A outra metade poderá ter sintomas leves. Agora, entre essa metade de sintomas leves, 77,96% tem chance de evitar ainda esse sintomas leves, então a vacina vai fazendo andares, como uma escada de proteção. E lá no final dessa escada, tem uma taxa de 100% para evitar quadros graves, para evitar aqueles que precisam de hospital”, disse.

Daniel Beltrammi acrescentou que há outras vacinas com resultados de eficiência menores que a Coronavac, e que são aplicadas atualmente no Brasil. “O Brasil já tem vacinas que tem eficácia entre 50% e 60%, a exemplo da vacina contra a gripe comum. A própria vacina da tuberculose. E quando vamos analisar essa vacina, vemos os benefícios que elas trazem, evitando que idosos percam suas vidas. As vacinas são assim, elas geram proteções parciais, mas o importante é que elas evitem casos graves”, disse.

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