CASSAÇÃO, NOVAS ELEIÇÕES OU VOLTA BERG LIMA: grupos já articulam o próximo passo na Câmara de Bayeux

Após a ascensão de Mauri Batista (PSL), o Noquinha, ao cargo de prefeito interino de Bayeux, e diante da até então improvável volta de Berg Lima ao cargo de prefeito, já se discute nos bastidores da política local qual será o próximo passo dado pelos vereadores a fim de por um fim à instabilidade política no município.

Quatro cenários são discutidos por lá: a permanência de Noquinha até o fim do mandato interino, em 31 de dezembro, e a posse do próximo presidente da Câmara Jeferson Kita (PSB) na condição de interino, em janeiro; a volta de Berg Lima via decisão judicial ou a cassação do prefeito afastado com a realização de novas eleições para a escolha de um novo prefeito.

Uma fonte da Câmara Municipal de Bayeux  informou com exclusividade ao Polêmica Paraíba que a tese mais provável é a realização de novas eleições até o final do ano. De acordo com a fonte, há três forças políticas trabalhando para isso, apesar dos interesses divergentes de cada grupo.

Articulações 

O prefeito Noquinha, que é aliado do prefeito afastado, Berg Lima, está focado na gestão, a fim de resolver os problemas administrativos que herdou da gestão passada, mas estaria disposto a disputar novas eleições na cidade. “Ele não vai deixar o cavalo passar selado”, confessou a fonte.

Para que aconteçam novas eleições, no entanto, é necessário que a Justiça ou os vereadores da cidade cassem o mandato do prefeito Berg Lima (sem partido), que está afastado do comando da cidade desde julho do ano passado, quando foi flagrado supostamente extorquindo um fornecedor da prefeitura. A Câmara rejeitou as últimas denúncias contra Berg, que nega todas as acusações.

Publicamente, Noquinha não fala em eleição, mas a intenção dele é concorrer ao cargo de prefeito, garantiu a fonte ligada a ele. O prefeito interino está empenhado e disposto a construir uma boa gestão, de acordo com a fonte, a fim de ganhar força para entrar em uma possível campanha eleitoral.

O grupo do ex-vice prefeito Luiz Antônio (PSDB), que foi cassado em março pela Câmara de vereadores, também deseja que haja novas eleições. O grupo de Luiz não perdeu as esperanças de voltar, de alguma maneira, ao comando da cidade, pois considera que fez uma boa gestão à frente da administração municipal.

Quem também torce abertamente pela realização de novas eleições em Bayeux é o ex-prefeito da cidade, Dr. Expedito Pereira (PSB). O médico tem uma relação cordial com o atual prefeito interino, a quem tece elogios, mas não esconde de ninguém que deseja voltar ao comando da prefeitura. Expedito se sente fortalecido diante dos escândalos de corrupção em Bayeux. Para participar da eleição, no entanto, ele está recorrendo de uma decisão judicial de primeira instância que o deixou inelegível. Além disso, ele teria que “brigar” por espaço dentro do PSB, pois o vereador Jeferson Kita (PSB) tem se fortalecido e pode reivindicar a legenda para entrar na disputa.

Confirmando-se a hipótese de novas eleições, quebra-se dois acordos políticos na cidade: um que teria sido firmado com o prefeito afastado, Berg Lima, que corre contra o tempo para conseguir, na Justiça, sua volta ao comando da cidade, e outro que teria sido feito com Jeferson Kita (PSB), que assumirá a presidência da Câmara em 01 de janeiro e também gostaria de exercer a interinidade na cadeira de prefeito. Se a decisão sobre uma possível cassação vier da Justiça, o caminho para novas eleições seria, consequentemente, inevitável.

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Há quem não descarte, no entanto, diante da concretização de uma iminente cassação, mais à frente, a possível renúncia de Berg Lima, a fim de interromper esses movimentos.

Apesar das articulações legítimas de cada grupo, o que se deseja, porém, é que todos os envolvidos nesses possíveis cenários trabalhem com o objetivo em comum de estancar a crise política local, possibilitando cada vez mais a melhoria nos serviços públicos oferecidos à população.

Outro lado

A defesa do prefeito afastado Berg Lima informou à reportagem que ingressou com um agravo regimental no Supremo Tribunal Federal (STF) requerendo que a primeira turma do tribunal analise o pedido de Berg para voltar ao comando da cidade.

Sobre uma possível cassação do mandato de Berg pela Câmara Municipal, o advogado Raoni Vita disse que não acredita nessa possibilidade, pois as denúncias contra seu cliente foram arquivadas pelos vereadores e não há qualquer outra denúncia a ser analisada pelos parlamentares.

A Procuradoria Geral de Bayeux informou à reportagem que o prefeito Noquinha não trabalha com a possibilidade de disputar a prefeitura em uma possível nova eleição na cidade.

 

Fonte: Polêmica Paraíba

Créditos: Polêmica Paraíba