Campos Neto nomeia Ricardo Liáo para presidência do novo Coaf

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, nomeou nesta 3ª feira (20.ago.2019) o atual diretor de Supervisão do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), Ricardo Liáo, para comandar o órgão, agora chamado de UIF (Unidade de Inteligência Financeira).

Liáo, de 64 anos, é servidor de carreira aposentado do BC. Ele substitui Roberto Leonel, antigo aliado do ministro de Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, e alvo de insatisfação do presidente Jair Bolsonaro.

O governo publicou nesta 3ª feira (20.ago) MP (Medida Provisória) no Diário Oficial em que transfere o órgão, então vinculado ao Ministério da Economia, para o Banco Central. Na mudança administrativa, houve também a troca do nome.

Com isso, coube a Campos Neto a escolha do novo presidente, assim como dos conselheiros do UIF. “O Banco Central será responsável pela aprovação da estrutura de governança do novo órgão, observando-se o alinhamento às recomendações e melhores práticas internacionais”, diz a instituição.

No início do mês, o presidente Bolsonaro havia dito que a mudança estava em estudo e que o objetivo era “tirar o órgão do jogo político”.

QUEM É RICARDO LIÁO

Carioca, Liáo formou-se em ciências econômicas pelo UniCEUB (Centro Universitário de Brasília) em 1979.

De 1986 a 1991 foi assessor do Departamento de Fiscalização do Banco Central. Depois, passou a chefe adjunto (até 1996) e consultor (até 1999).

De 1999 a 2005 chefiou o Departamento de Combate a Ilícitos Cambiais e Financeiros da autoridade monetária. De 2005 a 2007 foi chefe do Departamento de Combate a Ilícitos Financeiros e de Supervisão de Câmbio e Capitais Internacionais e, de 2007 a 2012, do Departamento de Prevenção a Ilícitos Financeiros e de Atendimento de Demandas de Informações do Sistema Financeiro.

De abril de 2013 a janeiro de 2019 foi secretário-executivo do Coaf, atuando nas áreas de supervisão, desenvolvimento institucional, gestão e tecnologia da informação. Na sequência, tornou-se diretor de Supervisão do órgão.

 

Fonte: PODER360

Créditos: Antonio Araújo/Câmara dos Deputados