Rigidez no cotovelo após traumas tem tratamento – por Jerry Boni

Olá, amigos!

Hoje venho falar de uma situação que aflige muita gente: a rigidez pós-trauma do cotovelo!

Essa condição ocorre quando o cotovelo de uma pessoa enrijece por alguma razão e a movimentação do antebraço fica limitada, causando a sensação de esta parte do nosso corpo está travada, sem a movimentação adequada. 

O cotovelo é uma articulação indispensável, que funciona como a dobradiça de uma porta, capaz de realizar movimentos de “abrir e fechar”. Por essa razão, conseguimos dobrar (flexão) e esticar (extensão) o antebraço. Em geral, os movimentos variam de 0 grau, quando o braço está completamente esticado, a 145 graus, quando está totalmente dobrado.

Esse movimento ocorre nas mais variadas situações: ao dirigir, ao comer uma refeição, no momento de dormir ou até mesmo aqui enquanto escrevo este texto. 

Vale destacar, porém, que uma pessoa não utiliza toda essa amplitude de flexão para realizar movimentos no dia a dia. 

Conforme os médicos, se a rigidez do cotovelo acontecer antes dos 30º e depois dos 130º, ela pode ser considerada leve e não tão prejudicial para o paciente, mas em algumas situações a rigidez pode ir além disso, comprometendo a qualidade de vida do paciente. 

Quais as causas?

A principal causa da Rigidez do Cotovelo costuma ocorrer após um trauma no cotovelo, que pode ser uma fratura ou uma luxação. O tempo de imobilização do braço também pode favorecer o enrijecimento da articulação. A má calcificação pós-fratura, por exemplo, pode resultar na rigidez. Isso não é comum, inclusive.

Sintomas

O principal sintoma, repito, é a limitação dos movimentos com sensação de cotovelo travado. Alguns casos são acompanhados de dor no cotovelo ou em outras regiões, como pulso e pescoço. E por que isso acontece? Porque outras partes do corpo precisam fazer um esforço “extra” para compensar o cotovelo travado. Isto não é bom!

Tratamentos

A indicação de tratamento vai depender de caso para caso. Como sempre digo, é importante procurar orientação médica. Em casos recentes, quando o diagnóstico não demora, pode ser indicado uma órtese e sessões de fisioterapia. 

Os casos mais difíceis, quando há grande perda de movimentos, podem ser tratados com cirurgia. O objetivo, nesse caso, aqui é reestruturar a articulação para que ela possa voltar a realizar os movimentos. O procedimento pode ser realizado em cirurgia aberta ou por artroscopia.

E aí, digo, apesar de ser um procedimento cirúrgico, é seguro. Vale ressaltar, no entanto, que o pós-operatório é longo e requer ajuda especial do paciente. É necessária a imobilização, o uso de órteses, a fisioterapia e muita paciência, já que a capacidade de realizar as tarefas diárias fica ainda, inicialmente, limitada.

Agora, que você já dispõe das informações iniciais, previna-se e procure ajuda médica caso necessite!

Dr. Jerry Boni – RQE: 5907 / CRM: 8753 

Médico Ortopedista e Traumatologista com treinamentos no Brasil e no Exterior, na área clínica e artroscópica Cirurgica do Ombro e cotovelo.

Contato: (83) 999411630

Atendimentos:
Clinor – unidades do Centro, Bancários e Praia

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