O papel das clínicas e serviços satélites em tempos de pandemia na Paraíba – por Jerry Boni

Olá!

Hoje quero falar um pouco sobre a importancia dos hospitais satélites e das redes de clínicas bem posicionadas nesse tempo de pandemia do novo coronavírus.

Apesar de as cirurgias e outros procedimentos estarem em ‘stand by’, entendo que a ideia de se ter uma rede ampla e completa de clínicas e hospitais, em localizações onde as pessoas não precisem se deslocar devido a um fator de restrição de meios de transporte, se torna essencial.

O estado do Maranhão foi o primeiro a ter um lockdown, que traduzindo para o nosso português, é o bloqueio total da mobilidade de carros e pessoas. Depois, a modalidade ocorreu no Pará e no Ceará. Já São Paulo, estado com maior número de infectados e mortos por Covid-19, segundo a contagem oficial, está sob regras de distanciamento social, mas não tem, até o momento, lockdown.

Na Paraíba, em meio à atual restrição, que o Governo do Estado não chama de lockdown mas que só permite o funcionamento de serviços essenciais, o papel das clínicas é importante para dar continuidade aos atendimentos dos pacientes que precisam de atendimento para as mais diversas especialidades.

Particularmente, sobre hospitais satélites, indico o Instituto de Neurologia e Neurocirurgia da Paraíba, que oferece cirurgias neurológicas e ortopédicas, dois serviços necessários para a manutenção saúde de grande parte da população que precisa dessas especialidades. 

Dentre as muitas clínicas existentes em João Pessoa, destaco o trabalho desenvolvido pela Clinor (Clínica de Ortopedia e Traumatologia e Reabilitação da Paraíba), que tem sedes nas regiões da Zona Sul, Praia e Centro da Capital. O estabelecimento oferece atendimento de qualidade, seguindo todos os protocolos de saúde e cuidado.

Eu assino embaixo dos serviços assinados por esses dois estabelecimentos!

Mas, depois que eu já dei essa dica, vocês já se perguntaram diferença entre isolamento social e lockdown, e porque nenhum deles impede o funcionamento de hospitais e clínicas?

O distanciamento social prega que as pessoas fiquem longe o bastante das outras, mas não é uma imposição de Estado. O objetivo é restringir a disseminação do vírus pela distância, visto que, até onde se sabe, novo coronavírus não é transmitido pelo ar, mas por gotículas da saliva.

No lockdown, porém, as regras variam de acordo com o local adotado, mas os cidadãos só podem sair à rua por motivos de emergência. Basicamente, ficam abertos farmácias, hospitais, clínicas, supermercados e outros locais que prestem serviços considerados essenciais. O trânsito pela região também é parcialmente ou totalmente suspenso. Em alguns casos, rodoviárias, estações de trem e aeroportos são fechados e só é permitido ultrapassar a fronteira por motivo de emergência ou a trabalho.

E você já ouviu falar em distanciamento social seletivo ou isolamento vertical?

O distanciamento social seletivo, também tratado às vezes como isolamento vertical, é destinado apenas uma parcela da população – por exemplo, grupos de risco mais elevado de desenvolverem complicações em caso de infecção por covid-19. Particularmente, esse é o meu preferido.

Neste caso, o resto da população está livre para circular desde que esteja assintomática. No caso do coronavírus, o grupo de risco engloba idosos acima de 60 anos, diabéticos, hipertensos e pacientes com doenças pulmonares, entre outras. Apesar da objecção de que é grande o número de casos em que idosos convivem com jovens – que podem sair e trazer o coronavírus, em minha concepção isso tem menor importância.

Digo isso, pois quanto maior o tempo de convívio entre as pessoas, maior a carga viral, e segundo cientistas, essa é grande causa da complicação.

Situação na Paraíba

Na região metropolitana de João Pessoa, o novo decreto estabelece, portanto, regras mais rígidas. Até o dia 14, a população só pode sair de casa se for para alguma atividade essencial. O Governo do Estado e as prefeituras vão cuidar da fiscalização e os moradores dessa região precisarão justificar caso saiam de suas casas. 

A minha dica final, porém, é que se você estiver com algum problema de saúde, não deixe de ir ao médico. O lockdown não impede que você cuide de sua saúde, e em tempos de pandemia, cuidar da saúde é tarefa principal de cada um de nós. 

Dr. Jerry Boni – RQE: 5907 / CRM: 8753 

Médico Ortopedista e Traumatologista com treinamentos no Brasil e no Exterior, na área clínica e artroscópica Cirurgica do Ombro e cotovelo.

Contato: (83) 999411630

Atendimentos:
Clinor – unidades do Centro, Bancários e Praia

Site: www.meuortopedista.com.br