Fratura no ombro: o que devo saber sobre o tratamento? – Jerry Boni

Olá. Estou de volta!

Na semana passada, vimos como ocorrem as fraturas e quais são as estruturas afetadas dentro do ombro.

A fratura no ombro ocorre, na maioria das vezes, por causa de quedas e acidentes, com relativa frequência em pessoas de qualquer idade, desde crianças até idosos.

Um tombo no piso molhado, uma queda no futebol com os amigos ou um simples escorregão no banheiro são suficientes para fraturar algum dos ossos que integram o nosso ombro. Já falamos deles aqui em outra oportunidade! 

Hoje, portanto, vamos falar sobre as formas de tratamento!

Tratamentos não cirúrgicos

Em geral, os tratamentos da fratura no ombro variam de acordo com a gravidade da lesão e o osso lesionado, bem como a idade e o estado de saúde do paciente. Após ser avaliado por um médico ortopedista, que conta com o auxílio de exames de imagem, o paciente recebe um diagnóstico preciso e a indicação da terapia mais adequada.

Em muitos casos, o tratamento se resume à imobilização do ombro e braço na posição correta, mediante a utilização de uma tipoia. Às vezes, é necessário primeiro realizar a redução, ou seja, colocar o osso na posição original. Paralelamente, são ministrados analgésicos e anti-inflamatórios para evitar que o paciente sinta dor.

Geralmente, em cerca de quatro a seis semanas, o osso já está plenamente consolidado, iniciando-se a etapa de reabilitação mediante sessões de fisioterapia que visam devolver mobilidade, amplitude de movimentos e força.

Tratamento cirúrgico

Quando ocorre o deslocamento significativo de fragmentos fraturados, geralmente é recomendada a realização de cirurgia. As fraturas são reparadas com a utilização de placas e parafusos.

Atualmente são utilizadas placas confeccionadas com material de rigidez e resistência apropriadas para o reparo da fratura, mas que também contam com formato anatômico. Com elas, garante-se a consolidação do osso fraturado e a recuperação plena da amplitude de movimentos.

Quando a fragmentação do osso é muito acentuada, o que é relativamente comum em pacientes idosos, existe a necessidade da inserção de uma prótese. Às vezes, também é preciso realizar o enxerto a partir da retirada de material ósseo da bacia ou da fíbula.

Na maior parte das vezes, a cirurgia é realizada com anestesia geral, mas, em alguns casos, é possível utilizar somente anestesia local. No tratamento de fraturas do úmero proximal e da clavícula, as mais comuns, a cirurgia geralmente dura no máximo uma hora e o paciente costuma ter alta hospitalar em 24 horas.

Após o procedimento, são adotadas as mesmas etapas do tratamento não cirúrgico, mantendo-se o ombro imobilizado por, pelo menos, quatro a seis semanas, visando reduzir a chance de rigidez articular, e iniciando-se a fisioterapia em seguida.

O grau de sucesso neste tipo de cirurgia é muito elevado. A maioria dos pacientes que se dedica ao processo de reabilitação readquire integralmente os movimentos, a sensibilidade e a força do ombro e braço afetados.

Lembre-se sempre que, ao perceber qualquer sinal de fratura, procure um médico!

Dr. Jerry Boni – RQE: 5907 / CRM: 8753 

Médico Ortopedista e Traumatologista com treinamentos no Brasil e no Exterior, na área clínica e artroscópica Cirurgica do Ombro e cotovelo.

Contato: (83) 999411630

Atendimentos:
Clinor – unidades do Centro, Bancários e Praia

Site: www.meuortopedista.com.br

com informações de blog.imotbh