FORA DA VALIDADE: prefeituras podem ter aplicado vacinas vencidas em 253 pessoas na PB

Um levantamento da Folha de São Paulo, divulgado nesta sexta-feira (02), aponta que cerca de 26 mil doses vencidas da vacina AstraZeneca foram aplicadas em diversos postos de saúde do país, apesar de terem sido entregues dentro do prazo de validade. A aplicação após o prazo de validade compromete a proteção contra a Covid-19.

As informações da Folha, com base em informações do Ministério da Saúde, apontam que, na Paraíba pelo menos 253 pessoas podem ter recebido as vacinas fora do prazo em suas respectivas cidades. Em João Pessoa, foram 23 pessoas que receberam doses vencidas. Em Campina Grande, cinco pessoas.

Outras cidades do estado, no entanto, aparecem no ranking, a exemplo de Alagoa Grande, que somente no Hospital Municipal Ministro Osvaldo Trigueiro, aplicou 72 doses de vacinas vencidas. Em Patos, foram 16 aplicações fora do prazo e em Santa Rita, 13.

Segundo a Folha, até o dia 19 de junho, os imunizantes com o prazo de validade expirado haviam sido utilizados em 1.532 municípios brasileiros. Para chegar a esses dados, a Folha cruzou as duas bases —DataSUS e Sage— a partir do número do lote das vacinas. Foram consideradas todas as imunizações do país contra Covid-19 até 19 de junho.

O que diz a Secretaria de Estado da Saúde

Por meio de nota, a SES informou que “os municípios devem avaliar se foi erro de registro ou se não aplicou em tempo oportuno. Todas as doses são entregues em até 24h após o recebimento aos municípios que são integralmente responsáveis pelo armazenamento, aplicação e informação aos sistemas de notificação do Ministério da Saúde.
As orientações técnicas às equipes de vacinação ocorrem frequentemente”, disse.

O que diz o Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde informou “que acompanha rigorosamente todos os prazos de validade das vacinas Covid-19 recebidas e distribuídas” e que “as doses entregues para as centrais estaduais devem ser imediatamente enviadas aos municípios pelas gestões estaduais. Cabe aos gestores locais do SUS o armazenamento correto, acompanhamento da validade dos frascos e aplicação das doses, seguindo à risca as orientações do Ministério.”