Doenças represadas na pandemia: problemas no ombro precisam ser tratados – por Jerry Boni

OLÁ PESSOAL,

GOSTARIA DE CONVERSAR HOJE SOBRE uma parte das DOENÇAS REPRESADAS, isto é, aquelas que não estão sendo tratadas ou deixadas de lado devido à situação de pandemia da Covid-19. 

Meu objetivo neste texto é apontar uma solução para o “efeito reborte” ou epidemia silenciosa, que pode ocorrer ao fim da pandemia, com doenças consideradas hoje de menor potencial. Por isso, a rede de saúde precisa estar preparada para esses casos.

Vou falar das doenças relacionadas ao ombro, QUE DIZ RESPEITO À MINHA ESPECIALIDADE DENTRO DA ÁREA ORTOPÉDICA.

O OBJETIVO DESTE TEXTO É MOSTRAR OS RESULTADOS realizados pela minha conclusão, pois, diante da comparação dos estudos estatísticos de incidencias de cada doença, TEREMOS QUE TRATAR o pós-cenário Covid, sobre tudo os casos cirúrgicos e os não cirúrgicos)

COM ESTAS ORIENTAÇÕES, QUALQUER SERVIÇO DE SAÚDE TERÁ MAIS SUBSÍDIOS PARA ELABORAR, ACOMPANHAR E CONTROLAR A ESTIMATIVA DA DEMANDA, ORIENTAR GESTORES E COLABORADORES, ALÉM DE ESTAREM APTOS A REALIZAREM A RESOLUTIVIDADE DO PROBLEMA.

Considero que doenças consideradas hoje como ‘MENOS IMPORTANTES’ poderão apresentar-se como problemas reais em breve. Abaixo, dados relacionados a problemas que diz respeito à área ortopédica.

Problemas no Ombro acometem de 11 a 20% da população em geral – Essa variação depende de alguns fatores, a exemplo de idade, e de outros fatores endógenos e exógenos.

Além do mais, levando em conta que desse número, de 40% a 60% são casos cirúrgicos e que não são tratados agora, fica a pergunta: como será o pós-Covid-19? O que mais me preocupa são os pacientes que terão sequelas por não tratar tais problemas em tempo hábil.

> Diante desse dado, imaginemos-nos numa população normalizada: 11 a cada 1000 pacientes serão atendidos em unidade (A)

> Qual a média de atendimentos de pacientes na unidade (A) durante a pandemia ?

(X) pacientes atendidos na unidade (A)

> Qual o volume esperado de pacientes com doenças represadas na unidade (A) de saúde?

(V) Esperado 

V esperado = 11 x N pacientes atendidos na unidade (A) dividido por 1000

Este será o número aproximado na minha visão em um serviço (A)

O gráfico acima mostra que o tempo Covid, a partir do momento que passar o tratamento de doenças do ombro cai, e a incidência aumenta na população em geral, acumulando para a máxima da estatística ou até ultrapassando.

Se considerarmos que desses atendimentos citados acima V esperado, 40 a 60% da literatura é cirúrgico. Multiplicando o V esperado por 0,4 teremos o numero de procedimentos cirúrgicos de ombros esperados, aproximadamente (N cirurgias Ombro pós covid).

Para se ter um exemplo, uma patologia cirúrgica de lesão de manguito rotador pode evoluir a cada 3 meses até mesmo chegando a ser irreparável. Ou seja, um prognostico bastante ruim devido ao “tempo ouro” do tratamento minimamente invasivo.

A capsulite adesiva ou chamado Ombro Congelado que é uma doença consequente acometida devido ao não tratamento de algumas doenças respondem 3 a 5% da população geral.

A doença torna-se mais frequente a partir dos 55 anos, sendo rara antes dos 40 anos de idade. Cerca de 10% dos pacientes, o ombro contralateral também torna-se doente dentro de um intervalo de 5 anos. Alguns pacientes podem ficar com sequelas, perdendo de forma definitiva 15% da mobilidade do ombro.

Dr. Jerry Boni – RQE: 5907 / CRM: 8753 

Médico Ortopedista e Traumatologista com treinamentos no Brasil e no Exterior, na área clínica e artroscópica Cirurgica do Ombro e cotovelo.

Contato: (83) 999411630

Atendimentos:
Clinor – unidades do Centro, Bancários e Praia

Site: www.meuortopedista.com.br